16.7.07

Nós

Ando a ler livros portugueses com uma componente memorialística. Gente tão diferente como Zita Seabra e João Bénard da Costa, Jorge Silva Melo e Jaime Nogueira Pinto. Em todos no entanto encontro esse fascinante «nós»: o que «nós» pensámos, que filmes «nós» víamos, as ilusões que «nós» tínhamos, etc.

Não tenho idade para escrever um livro de memórias, nem conto chegar a tal idade, mas sei que nunca poderei escrever um texto sobre «nós». A minha «geração» é uma geração do individualismo, e eu um individualista bastante radical. Estou condenado ao «eu». Ou, como dizia o doutor Cunhal e se diz agora na blogosfera, ao «umbiguismo».